






Este ensaio visual investiga as ruas e os saberes afro-brasileiros presentes no cotidiano urbano, para além da imagem estereotipada da malandragem. A partir de memórias esquecidas da cidade, articula narrativas ligadas aos conceitos de “cruzo”, “ginga” e “encantamento”. A rua aparece como um espaço de transformação contínua, no qual o corpo e o olhar precisam lidar com instabilidade, deslocamento e adaptação. O ensaio também propõe uma valorização de materiais simples e objetos encontrados na rua, aproximando arte e experiência cotidiana. A figura do malandro surge como símbolo de estratégias de circulação, negociação e sobrevivência dentro da cidade brasileira. Em diálogo com Walter Benjamin, o trabalho entende cada objeto recolhido da rua como vestígio e fragmento da vida urbana, capaz de revelar memórias, tensões e formas de existência.
Técnica mista em assemblage, 21cm X 29cm, 2024.