A pesquisa para este trabalho propôs uma reflexão sobre memória, ancestralidade e pertencimento a partir de diferentes dimensões do território, sendo ele físico, simbólico e afetivo. A peça é composta por uma estrutura em ferro com o símbolo Sankofa ao centro, referência à ideia de retorno ao passado como forma de reconstrução e continuidade. Montagens fotográficas produzidas com imagens de arquivo e fotografias do acervo familiar são aplicadas em placas laterais de acrílico pintado, criando sobreposições entre tempos, experiências e memórias. O ferro do portão e seus padrões ornamentais dialogam com estéticas presentes nas periferias urbanas brasileiras, em que grades e fachadas também funcionam como marcas de identidade, proteção e permanência. O trabalho utiliza elementos arquitetônicos e imagens familiares para discutir apagamentos históricos e formas de preservação da memória negra no espaço urbano e afetivo.

Ferro forjado, acrílico 3 mm, tinta acrílica, fotografias em placa acrílica, verniz fosco, 2024 -2025.