“Fizemos foi Carnaval” transforma uma máscara de bate-bola em objeto fotográfico e festivo. A obra parte de uma fotografia do artista fantasiado, impressa em cianotipia sobre tecido e posteriormente bordada à mão com lantejoulas e fitas, aproximando fotografia, artesanato e cultura popular. Ao combinar técnicas manuais e materiais ligados ao carnaval de rua, o trabalho aborda o carnaval como espaço de memória, invenção e resistência cultural. A máscara articula referências à malandragem, ao brilho das festas populares e às experiências coletivas construídas no espaço urbano. A obra propõe uma fotografia expandida, atravessada pelo corpo, pelo tecido e pelo gesto manual, utilizando elementos populares para refletir sobre identidade, celebração e permanência cultural.

Cianotipia sobre tecido com bordado manual, aplicação de lantejoulas, fitas de cetim e linha colorida em máscara de bate-bola, 2025.