Nunca é tarde para voltar e apanhar o que ficou atrás

Objetos artísticos que propõem uma reflexão sobre memória, ancestralidade e pertencimento, articulando diferentes dimensões do território — físico, simbólico e afetivo. As peças são compostas por estruturas em ferro forjado com o símbolo Sankofa ao centro, sugerindo o retorno ao passado como forma de reconstrução. Montagens fotográficas feitas com imagens de arquivo e do acervo pessoal de família são aplicadas em placas laterais de acrílico pintado, criando camadas visuais que cruzam tempos e afetos. O ferro dos portões, com seus padrões ornamentais, remete às estéticas gráficas africanas presentes nas periferias urbanas brasileiras, onde grades e fachadas funcionam como suportes para narrativas visuais de proteção, identidade e resistência. Os trabalhos propõem gestos de resgate diante dos apagamentos históricos, ativando memórias que insistem em permanecer.

Ferro forjado, acrílico 3 mm, tinta vinílica, fotografias em placa acrílica, verniz fosco, 2025.